sábado, 28 de maio de 2016

pudor

José Marcelo
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Ela abriu-se sem nenhum pudor e foi sem sorrir e trêmula que se entregou.
― O que foi? ― Ele disse ― o que foi?
― Não é nada. É só uma bobagem. Uma coisa que eu tenho que fazer e está me incomodando um pouco.
― O que é?
Ela pegou a arma na gaveta do criado-mudo e atirou no rosto do namorado. A bala fez um buraco menor do que ela esperava. Ligou para a polícia e ficou esperando. O esperma dele ainda escorria entre suas pernas. Ela o tocou com o dedo e lambeu. Sempre gostou do sabor. O gosto do sangue dele também era inesperadamente bom.


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