Um dia ideal para os peixes-banana e livros e cinema e gibis e nus e ataxia espinocerebelar e 𓋹
domingo, 19 de agosto de 2012
a nice day
“It was a nice day.
All the days had been nice. There had been rather more than seven of them so far, and rain hadn’t been invented yet. But clouds massing east of Eden suggested that the first thunderstorm was on its way, and it was going to be a big one.”
— Opening line of Good Omens, Terry Pratchett & Neil Gaiman
FRAMES barton fink
tudo funciona à perfeição neste filme sobre os apuros de um escritor sob bloqueio criativo. mais uma obra magistral dos irmãos coen.
of nothing
“I am frightened of nothing.”
“Nothing?”
“Nothing.”
“Are you extremely frightened of nothing?”
“Absolutely terrified of it.”
“I have nothing in my pockets. Would you like to see it?”
“No, I most definitely would not.”
— Anansi Boys, Neil Gaiman
sábado, 18 de agosto de 2012
HITCHCOCK e o thriller, umas palavras
“Esse gênero de cinema (o thriller) visa suprimir as cenas utilitárias para só conservar as agradáveis de filmar e agradáveis de ver. É um cinema que satisfaz muito ao público e frequentemente irrita os críticos. Enquanto assistem ao filme, ou depois de terem assistido, analisam o roteiro, que naturalmente não resiste a análise lógica. Volta e meia consideram fraquezas as coisas que constituem o próprio princípio desse gênero de cinema, a começar com uma absoluta desenvoltura em matéria de verossimilhança.
Em Os Pássaros há uma cena longa no bar onde as pessoas falam de pássaros. Entre essas pessoas, há uma mulher de boina, que é justamente uma especialista em pássaros, uma ornitologista. Está lá por mera coincidência. Naturalmente eu poderia ter filmado três cenas para introduzi-la de modo verossímil, mas essas cenas não teriam o menor interesse.
E para o público seriam uma perda de tempo.
Não só uma perda de tempo. Mas seriam como buracos no filme. Buracos ou manchas. Sejamos lógicos: se você quiser analisar tudo e construir tudo em termos de plausibilidade e verossimilhança, nenhum roteiro de ficção resiste a essa análise e você só poderia fazer uma coisa: documentários.
É bem verdade. O limite do verossímil é o documentário.”
- Alfred Hitchcock
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
vida medo
“… toda a sua vida era dominada pelo medo, o medo do fracasso e da fraqueza. Era um medo mais profundo e mais íntimo do que o medo do Mal, dos deuses caprichosos e da magia, do que o medo da floresta e das forças malignas da natureza, de garras e dentes vermelhos. O medo de Okonkwo era maior do que todos esses medos. Não se manifestava externamente, jazia no centro do seu ser. Era o medo de si próprio, de que afinal descobrissem que ele se parecia com o pai. Mesmo quando menino pequeno, magoara-se com o malogro e a debilidade do pai… Foi assim que Okonkwo se viu dominado por uma paixão: odiar tudo aquilo que seu pai, Unoka, amara. Uma dessas coisas era a doçura, e a outra, a indolência.”
O MUNDO SE DESPEDAÇA, de Chinua Achebe
FRAMES bronson
bronson é um filmaço com destaque para a fantastica interpretação de tom hardy e a inspíradissima direção de nicolas winding refn.
bobagens e alma
Lakunle: Sidi, meu amor abrirá a sua mente como a folha casta da manhã, quando o sol a toca pela primeira vez.
Sidi: Se você começar de novo com isso, eu saio correndo. Eu já ouvi o suficiente dessas bobagens ontem.
Lakunle: (…) Como você pode chamar de bobagens que eu tenha derramado as águas da minha alma para lavar seus pés?