segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

DOWNLOAD Battle Royale

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Você mataria o seu melhor amigo?

O filme Battle Royale responde por você.  Conheça o ATO BR: a lei consiste em sortear uma classe de estudantes e isola-los em um local (aqui, uma ilha) para participar de um jogo onde a principal regra é matar uns aos outros até restar apenas um. Para ver, clique na imagem. Um oferecimento Filmes com legenda.

CENA:

Satomi Noda: [upon learning their food is poisoned] Who? Who did it? [points gun]
Haruka Tanizawa: Satomi, don’t!
Yukie Utsumi: It’s just some mistake!
Satomi Noda: We’re the only ones here! [turns the gun to Chisato] Chisato, you cooked it right?
Chisato Matsui: It wasn’t me! Haruka cooked it too!
Haruka Tanizawa: Me, poison?
Yukie Utsumi: It was nobody. Cut it out!
Haruka Tanizawa: You’re suspicious yourself!
Yukie Utsumi: Haruka!
Haruka Tanizawa: Last two nights, you didn’t sleep at all…it just means you don’t trust us!
Yukie Utsumi: I forgot my sleeping pills!
Haruka Tanizawa: Insomnia at your age?
Yukie Utsumi: Cut it out! Satomi! Lower that gun! [they all shoot each other]

…

UMA NOVA IDÉIA

A mente humana, uma vez ampliada por uma nova ideia, nunca mais volta ao seu tamanho original.

O. W. Holmes

TUA FOTO NUA

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domingo, 22 de janeiro de 2012

TRECHO Sou feliz na hora errada

Clarice Lispector

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De repente as coisas não precisam mais fazer sentido (…). Satisfaço-me em ser.
Redondo sem início e sem fim, eu sou o ponto antes do zero e do ponto final.
Do zero ao infinito vou caminhando sem parar. Mas ao mesmo tempo tudo é tão fugaz. O dia corre lá fora à toa e há abismos de silêncio em mim. A sombra de minha alma é o corpo. O corpo é a sombra de minha alma (…).
Sou feliz na hora errada. Infeliz quando todos dançam (…).
Nunca a vida foi tão atual como hoje: por um triz é o futuro.
Tempo para mim significa a desagregação da matéria. O apodrecimento do que é orgânico como se o tempo tivesse como um verme dentro de um fruto e fosse roubando a esse fruto toda a sua polpa. O tempo não existe.
O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em si não existe. Ou existe mutável e nele nos transladamos. O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta. Então - para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa - eu cultivo um certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto. E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie. Quero viver muitos minutos num só minuto. Quero me multiplicar para poder abranger até áreas desérticas que dão a idéia da imobilidade eterna.
Na eternidade não existe o tempo. Noite e dia são contrários porque são o tempo e o tempo não se divide. De agora em diante o tempo vai ser sempre atual. Hoje é hoje. Espanto-me ao mesmo tempo desconfiado por tanto me ser dado. E amanhã eu vou ter de novo um hoje (…). Mas há o hábito e o hábito anestesia. O aguilhão da abelha do dia florescendo de hoje. Graças a Deus, tenho o que comer. O pão nosso de cada dia.

Rachinha.

FRAMES sympathy for lady vengeance

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DOWNLOAD O Artista

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O Artista é desses filmes que encantam. Filme mudo e em preto e branco, narra as desventuras de um grande astro do cinema mudo que é ameaçado pela chegada do som aos filmes. O roteiro esperto, cheio de metalinguagem e homenagens ao próprio cinema, é um alívio de inteligência em meio a tantos filmes porcamente escritos. É um prazer insuspeito de se assistir e inesquecível findada a sessão. Recomendadíssimo.

Para ver, clique na imagem e não se esqueça de agradecer ao pessoal do Filmes Morrison.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

OS DETETIVES

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Sherlock

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E acabou a segunda temporada de uma das minhas séries preferidas: Sherlock.

Foi um episódio esperto e fascinante (que você pode baixar aqui, juntamente com o restante da série ), cheio de enigmas e truques de metalinguagem que se amontoam, nunca confusos, mas certamente inteligentes.

É o embate definitivo entre Moriarty e Sherlock, duas mentes iguais em projeção e totalmente diferentes em ambição – sendo a primeira um prodígio criminoso e a de Sherlock, do lado dos anjos…

“Mas não pense, nem por um segundo, que ao estar do lado dos anjos, eu seja um deles”, diz Sherlock Holmes em um climático momento.

Sherlock Holmes faz parte da velha tradição de detetives excêntricos e arrogantes, talvez um pouco anormais, que desde há muito fascinam os leitores, e esta versão inglesa e contemporânea do detetive é a minha preferida.  Até mais que a original.

Agora começa a longa espera pela terceira (e última! será?) temporada.

A 5ª DIMENSÃO

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Onde eu sempre me perco…

ALQUIMISTA E PIGMEU E MUNDO

“Newton era um alquimista, que disse que era um pigmeu sobre os ombros de gigantes. Um deles era o doutor John Dee, que praticamente inventou o Império Britânico. Pessoas como essas eram os cientistas da época, ou filósofos naturais, cujo trabalho era mensurar o imensurável, ou imaginar o inimaginável. Esse trabalho continua até hoje, dividido entre cientistas e artistas.

(…)

“(O mundo material e espiritual) …são ambos reais de sua própria maneira. Tudo o que é físico e criado pelo homem começou como um ideia, dentro da cabeça de alguém.

(…)

A racionalidade está sob sitio, em sua maioria por fundamentalistas cristãos americanos. Eles preferem acreditar que Adão e Eva existiram em um tempo em que sabemos que os dinossauros caminhavam sobre a Terra. Isso é assustador. Tudo isso é conhecimento pelo qual lutamos tanto tempo e de forma tão difícil para obter… é um retorno ao abismo da Idade das Trevas. Informação é nosso bem mais precioso e se a perdermos estamos ferrados. Mesmo que percamos tudo o que é físico, contanto que tenhamos a memória de como reconstruir não teremos perdido nada. O problema é que isso aflige tanto os nossos cientistas que eles estão tomando posições que também beiram a religião para defendê-las. Etimologicamente, a palavra religião não tem nada a ver com espiritualidade, mas com união, ligação em torno de algo. Nesse sentido, o Marxismo é uma religião. As várias escolas da Física também o são. O problema é que as religiões, no sentido que conhecemos a palavra hoje, criam dogmas, que são limitações ao pensamento – e isso nunca é uma coisa boa.”

ALAN MOORE

DUAS CARAS

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

FRAMES chinatown

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“Have you ever heard the expression ‘Let sleeping dogs lie’? Sometimes you’re better off not knowing.”

fuckyeahnewhollywood.

sábado, 7 de janeiro de 2012

TRECHO o som da montanha

Yasunari Kawabata

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Capítulo I
O som da montanha
I
Com os sobrolhos um pouco apertados e os lábios ligeiramente abertos, Shingo Ogata estava mergulhado numa reflexão. Talvez um estranho achasse que ele não estava pensando, mas que estava um pouco tristonho.
Shuichi, seu filho, percebeu, mas não se preocupou, pois estava habituado a ver o pai com aquela expressão.
Para ele, era claro o que acontecia. Não achava, simplesmente, que seu pai estivesse pensando em algo. Shingo tentava lembrar-se de alguma coisa.
O pai tirou o chapéu e continuou segurando-o com as pontas dos dedos da mão direita, mantendo-o sobre o joelho. Sem dizer nada, Shuichi o pegou e pôs no porta-bagagem acima dele.
- Eh, bem..., quero dizer... - Nessas ocasiões, Shingo tinha dificuldade de encontrar as palavras.
- A criada que se despediu no outro dia, como se chamava?
- Está falando de Kayo?
- Ah, sim. Kayo. Quando ela foi embora mesmo?
- Na última quinta-feira. Faz cinco dias.
- Só cinco dias? Ela nos deixou há apenas cinco dias, e não consigo me lembrar de seu rosto, nem das roupas que usava. Que coisa espantosa! Shuichi achou que seu pai estava exagerando um pouco.
- Essa Kayo, acho que uns três dias antes de ela ir embora - contou Shingo. - Eu estava saindo para dar uma volta e, ao calçar os tamancos, comentei que meus pés poderiam estar com micose; então ela disse: "O senhor está com o pé ferido." Fiquei encantado, achando que ela falara de modo muito elegante. Eram feridas causadas pelas tiras do tamanco durante meu passeio anterior. Achei que ela mostrara respeito pelo ferimento ao dizer aquilo. Fiquei, de fato, muito encantado. Mas há pouco me dei conta do engano. Ela dissera "ozure" [ferimento causado pela tira]. Não era "o" de respeito, mas "o" de "tira". Nada além disso. A pronúncia dela é que era esquisita e me causou confusão. Só há pouco percebi isso.
- Diga então ozure de respeito - pediu ao filho.
- Ozure.
- E o causado pela tira.
- Ozure.
- Bem, minha observação estava correta. A pronúncia de Kayo estava errada.
De origem provinciana, Shingo não se sentia seguro com a pronúncia de Tóquio. Já Shuichi nascera e crescera em Tóquio.
- Pensar que ela se referiu à ferida do pé com respeito me soou gentil, elegante.
Ela me acompanhou até o vestíbulo e disse aquilo sentada no soalho da entrada. Agora que percebi a verdade, perdeu a graça. Além disso, não conseguia me lembrar do nome da empregada. Não me recordo direito de seu rosto nem das roupas que usava. Ela ficou conosco pelo menos seis meses, não foi?
- Sim. - Acostumado a lidar com o pai, Shuichi não demonstrou a menor compaixão por ele.
O próprio Shingo, apesar de estar acostumado com essas ocorrências, não podia deixar de sentir certo temor. Por mais que tentasse lembrar-se de Kayo, não conseguia formar uma imagem clara. Algumas vezes, ele conseguia amenizar esses esforços inúteis e a ansiedade de sua mente agarrando-se ao sentimentalismo.
Era o que acontecia naquele momento. Poderia vê-la sentada no soalho do vestíbulo, à sua frente e com as mãos postas no chão diante dos joelhos. Lembrava-se de que fora nessa postura, inclinando-se um pouco, que ela dissera:
- Está é com o pé ferido, senhor.
A criada Kayo ficara cerca de seis meses na casa deles e seria lembrada apenas por causa desse episódio no vestíbulo. Isso fez Shingo sentir que aos poucos sua vida estava desaparecendo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

CLIPE minha namorada é uma gumiho

Outro que ‘quase’ me fez chorar. Ótimo dorama.

CLIPE Ghost Friends

Este é um clipe de um dos muitos doramas que tenho assistido ultimamente. Aos poucos, vou colocando dos outros. Que coisa! Dorama é mesmo viciante.